Nela, mostra Calvin amadurecendo para o mundo e parando de falar com Haroldo, vendo-o apenas como um bichinho de pelúcia:
Na minha opinião pessoal, eu achei a tirinha muito bem pensanda e triste, de fato, mas achei que ele acabou por alterar todo o conceito de Calvin e Haroldo, de uma dupla de amigos, de como a mente de uma criança é fértil e de que Calvin representa a todos nós, que ele é a infância que queremos manter, e que Haroldo é o amigo que desejamos, o amigo invisível que todos tivemos.
Esse final foi um pouco egoísta da parte do Calvin, onde o Haroldo simplesmente deixou de exister e virou apenas uma pelúcia normal. E como eu já disse, a criação de Bill Waterson é sobre uma dupla de amigos, um garoto E um tigre. E não sobre o Calvin e sua imaginação.
Um outro fã inconformado com essa tirinha, resolveu fazer uma espécie de réplica:
*nota: Vamos lá amiguinho, saia dessa.
Todos nós sabemos o quanto o Calvin ama o Haroldo. Existe uma tirinha em que um cachorro pega o Haroldo dos braços de Calvin e o Calvin perde o Haroldo... Ele chorava de saudades e quantas vezes vimos tamanha demonstração de amizade?
E no final em que eles se abraçam é realmente emocionante.
Agora, que tal vermos a última tirinha? Ela se encontra no último livro da coletânia da Conrad (de novo, sem propagandas) e é muito emocionante. Do meu ponto de vista, ela mostra Calvin E Haroldo se despedindo dos leitores como se falassem por Waterson, mostrando para eles que mesmo que as tirinhas tenham terminado, ainda há um gigantesco mundo de descobertas e emoções e que não devemos entristecer com o fim da dupla:
Tradução:
Calvin: Uau, realmente nevou na noite passada, não é maravilhoso?
Haroldo: Tudo familiar desapareceu. O mundo parece novinho em folha.
Calvin: Um dia cheio de possibilidades.
Calvin: Um novo ano... Um novo e limpo começo.
Haroldo: É como ter uma grande folha de papel branca para desenharmos
Calvin: É um mundo mágico, Haroldo, meu velho...
Calvin: Vamos explorá-lo.
Para quem quiser se emocionar, leia abaixo a série de tirinha entitulada "The Raccoon Story" ("A história do quati"), eu desafio qualquer um a conseguir ler e não sentir aquela amargura no coração ou aquela lágrima se formando nos cantos dos olhos.
Deixei cair milhares de lágrimas... e sempre quiz ter um HAROLDO também
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